Espaço no Botânico


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A horta em Agosto

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Inserido no centro da cidade, o Jardim Botânico da Universidade de Coimbra reúne todos os factores para demonstrar o potencial da horticultura urbana: é um local de estimação para muitas gerações, com uma história rica no que diz respeito a divulgar e a defender a importância dos recursos naturais.

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Uma latada com abóboras a dar sombra

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Cultivar em pequenos espaços traz desafios específicos. Nem sempre temos acesso à terra. Precisamos ser criativos para usar todo o espaço ao nosso dispor. O ambiente construído, com caractér maciço e impermeável, cria contrastes maiores do que na natureza em termos de sombra, vento e água.

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Bons cheiros e biodiversidade à entrada da horta

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No ano passado, um grupo de 10 pessoas participou num curso de horticultura. Ao longo do curso, criou-se uma horta em canteiros. A pergunta central: como cultivar alimentos em casa de tal forma que o espaço sirva para mais fins? Como tornar a horta num belo jardim, com flores, espaços para relaxar e bons cheiros?

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O início da horta

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Começámos num espaço vazio de 60 metros quadrados e em alguns meses criámos um pequeno paraíso que serviu como fonte de inspiração para os participantes e os visitantes frequentes da horta. Com as experiências e ideias do curso, os participantes começaram hortas nas suas varandas e quintais, na área pública do condomínio e no espaço livre do trabalho.

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Preparar canteiros e fazer plantações

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Este ano, haverá uma nova oportunidade para aprender a cultivar em espaços pequenos, um curso bem prático, para iniciar com confiança. Para saber se este curso é adequado, podem ler os testemunhos dos participantes do ano passado..

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O Jardim Botânico de Coimbra reúne todas as condições para ser um paraíso para abelhas e apicultores. Graças à grande variedade de espécies (sub)tropicais, o mel tem um paladar intenso e único. A abundância de árvores em flor em todas as épocas do ano torna as colmeias super produtivas. Sendo a temperatura por dentro da cidade sempre mais elevada do que no campo, as abelhas têm mais horas de produção durante o inverno do que no campo..

As abelhas são de suma importância para a nossa alimentação, mas, infelizmente, encontram-se cada vez mais em declínio e até ameaçadas de extinção. É, por isso, importante ajudá-las a sobreviver..

Festa de colheita: duas técnicas de extrair o “ouro fluido”: a centrífuga para os quadros pré-fabricados e a prensa para os favos naturais

O apiário do Jardim Botânico é o resultado de um curso de apicultura no ano passado. Decorreu de Fevereiro até Julho, de modo a permitir acompanhar as abelhas desde o início da produção de mel até à sua recolha e processamento.

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Paralelo à aprendizagem do processo de manuseamento das colmeias lusitanas, estamos a experimentar com outros tipos de colmeias que são mais simples e baratos de construir e/ou com menos necessidade de intervir, de modo a ajudar as abelhas a reforçar as suas defesas naturais.

Os participantes praticam todas as operações necessárias durante o curso

No ano passado, experimentámos com um tipo de colmeia popular em África bem como com os apicultores urbanos e caseiros em todo o mundo, a colmeia horizontal (top bar hive). Este tipo de colmeia é popular devido à fácil construção (de pedaços de madeira reciclada com ferramentas simples) e uma forma de manuseamento extensiva. Este ano, já houve uma reunião dos participantes do ano passado com experiência com este tipo de colmeia para discutir melhoramentos.

Os participantes praticam todas as operações necessárias durante o curso

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Este ano, o apiário será aumentado com algumas colmeias horizontais melhoradas e existem planos de experimentar com um sistema híbrido desenvolvido pelo apicultor Argentino Oscar Perone. Também está previsto experimentar com dois modelos que têm como objectivo apoiar as abelhas a ultrapassar a crise causada pela Varroa destructor, uma espécie de parasita responsável pela dizimação da população. Os novos tipos: a colmeia Warré e uma colmeia redonda de barro. Ambos sistemas modulares, em que a renovação dos favos é realizada por adicionar elementos vazios em baixo para as abelhas construirem e tirar elementos cheios de mel em cima.

Todos os participantes que optaram por trabalhar com o seu próprio enxame, continuaram no caminho da apicultura. Mostrou-se muito útil ter a oportunidade de praticar logo depois das sessões do curso e ficar com apoio do apicultor em caso de dúvidas. Os novos apicultores estão a aumentar o número de colmeias, a melhorar as colmeias e o processo de manuseamento e ajudam a criar habitats favoráveis para abelhas. Ao longo do ano iremos organizar eventos para continuar a partilha.

Fazer um creme de mel, azeite, própolis e cera

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Este ano, haverá uma nova oportunidade para aprender a ser apicultor em meio urbano ou caseiro , um curso bem prático, para iniciar com confiança. Para saber se este curso é adequado, podem ler os testemunhos dos participantes do ano passado.

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